Sustentabilidade Empresarial: Deixando marcas indeléveis para o futuro.

O conceito de sustentabilidade empresarial vai além de envolver questões ambientais, é um pouco mais profundo é uma questão de consciência corporativa e planejamento sustentável para mudanças que podem ser tomadas hoje pensando ao longo prazo num bem estar comum.

A sustentabilidade do verbo sustentar, nos leva a pensar em algo que perdure por agora e para o futuro, definido pelo WCED(1987) o significado de sustentabilidade voltada para o desenvolvimento diz: “Como algo que satisfaça as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas necessidades”.

Segundo Mel Wilson, “Uma revisão da literatura sugere que o conceito de sustentabilidade corporativa toma emprestado elementos de quatro conceitos mais estabelecidos: 1) desenvolvimento sustentável, 2) responsabilidade social das empresas, 3) teoria dos “stakeholders” e 4) teoria da prestação de contas corporativa (responsabilidade com ética).”

Esses pontos levantados por Mel Wilson veem sendo levados em pautas desde do início dos anos 50 e se tornando melhor definido no final dos anos 80, parte também da importância e a função que são as empresas na sociedade e os impactos positivos e negativos que suas ações podem acarretar.

As organizações corporativas quando compreendem seu papel de negócios na sociedade, aderem aos conceitos sustentáveis, além da necessidade de fornecer seus produtos e serviços visando crescimento econômico, elas buscam aperfeiçoar os ciclos dos processos com tecnologia na busca pela redução do desperdício de recursos, que em um futuro próximo possa impactar sua produção ou até mesmo sua efetividade na sociedade.

Quando se reajustam as perspectivas não existe na corporação um interesse em satisfazer apenas as exigências por parte dos “shareholders”, mas de todos os que serão envolvidos ou que são envolvidos para obtenção dos objetivos. Esse relacionamento se permeia quando existe transparência, respeito e trabalho em conjunto.

E o estreitamento das relações com os “stakeholders” gera identidade social que a empresa adquire favorecendo uma vantagem competitiva dos demais que não possuem relacionamento com os grupos externos. Essa vantagem competitiva lhes dão margem para atuar a frente das outras organizações que simplesmente olham para si somente. Será mais fácil estar alinhado com as mudanças de normas e procedimentos evitando surpresas quando órgãos reguladores ou sanções governamentais as alteram a maneira de como se devem agir em determinados procedimentos.

Pontuando o último tópico que Mel Wilson citou a teoria da prestação de contas, citamos que a responsabilidade de transparência e ética com os “stakeholders”, existe também uma alto avaliação e uma analise constante de melhoria daquilo que não está bom, sancionar aquilo que é incoerente e punir o que é antiético definido pela sociedade e pela organização. É estar preocupado em explicar, justificar e reportar aos indivíduos ou grupos as ações que a empresa apresenta juntamente com as dos seus funcionários.

A maneira como é tratada responsabilidade com ética em contribuição com a sustentabilidade empresarial é o que define todo o ambiente interno e externo, quebra paradigmas, que tornará da empresa uma parceira da sociedade não somente na busca pela performance financeira, mas pela busca de um ambiente social, de senso de justiça e equidade, de ética e transparência deixando marcas para um geração futura, afim de continuar aprimorando e usufruindo das melhorias plantadas hoje.

 

 

 

 

Referencias:

Mel Wilson é Gestor Sênior em Práticas de Negócios Sustentáveis da PWC em Calgary, Alberta.

http://www.un-documents.net/our-common-future.pdf (WCED 1987, Our Common Future)

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