O que a Arquitetura Corporativa tem a ver com Você? Ep. 01 – Luise Santacruz

Olá Pessoal!

Hoje começamos nossa Série eVOLVE: “O que a Arquitetura Corporativa tem a ver com Você?” nossa entrevista hoje é com a Luise, arquiteta na eVOLVE há mais de 6 anos, nessa entrevista vamos conhecer sua História Profissional e seus Desafios atuando com ARQUITETURA CORPORATIVA no mercado.

Conta um pouco pra gente sobre como começou sua carreira até que você chegou à arquitetura corporativa?

        Iniciei minha carreira ainda durante a graduação, quando cursava administração na FGV, iniciei por áreas comerciais de grandes empresas como a Caterpillar, quando conclui a faculdade participei do trainee de uma empresa de seguros afinidades (venda de seguros massificados no varejo, por exemplo). Na época meu pai já tinha a eVOLVE e já trabalhava com Arquitetura Corporativa, mas eu não tinha ideia do que se tratava. Por coincidência, quando se trabalha com afinidades e o produto é vendido à um novo parceiro precisamos rodar um projeto que se beneficiaria muito do uso da arquitetura, pois envolve todos os domínios em sua implantação, desde aspectos de infra estrutura de TI até treinamento de equipes. 2 anos mais tarde, quando resolvi trabalhar na empresa da família e conheci arquitetura corporativa tudo fez sentido, parecia que as respostas das maiores dores que eu tinha na empresa anterior estavam endereçadas.

Qual sua maior conquista utilizando a arquitetura corporativa?

        Logo que eu entrei na eVOLVE estava rolando um projeto bem grande de arquitetura corporativa, em uma empresa que pretendia implantar os 5 domínios em uma única rodada (aplicações, estratégia, negócio, organização e infra). Na época alocamos diversos consultores para esse projeto e eu ficava posicionada como backup quando eles precisavam de suporte, mas eu não ficava alocada no cliente. Quando o líder dessa equipe teve problemas com o cliente precisamos substitui-lo em uma verdadeira manobra de trocar a roda sem parar o carro. Foram noites sem dormir entendendo as necessidades do cliente.
       Ao final entregamos um projeto de Arquitetura Corporativa do qual me orgulho muito, foi uma implantação não focada no ADM mas sim focada em gerar um repositório com altíssimo nível de colaboração entre os domínios e, por consequência, um alto nível de rastreabilidade. Em minha visão esse é o primeiro passo da Arquitetura Corporativa e é ai que esta seu valor, muitas e muitas vezes as empresas optam por uma abordagem focada no ADM, mas o TOGAF tem outro propósito, seu foco não é concorrer com métodos ágeis ou outras formas de condução de projetos. Quando a empresa entende realmente essa necessidade os projetos tem sucesso no longo prazo.

Como você acredita que será a arquitetura corporativa em 5 anos?

        Eu acredito que em breve a arquitetura deixará de ser um “novo projeto” ou uma iniciativa optativa nas empresas e passará a se tornar um mindset dos gestores. Eu vejo em nossos clientes a dores oriundas das mudanças sem avaliação de contexto, a gente assiste nossos clientes precisarem de reuniões com 30 pessoas para ter segurança em uma decisão e muitas vezes, quando a mudança ocorre, impactos não avaliados trazem uma altíssima exposição e um alto custo. A única maneira de mudar, em ambientes complexos, com alto nível de confiabilidade é a partir da Arquitetura Corporativa e seus conceitos de reuso, rastreabilidade e repositório único. Por esses motivos eu acredito que, em breve, novas formas de fazer arquitetura, menos acadêmicas, menos orientadas à execução de projetos, mais focadas no planejamento e mais ágeis surgirão, é nisso que nós da eVOLVE trabalhamos, criando metodologias de implantação da disciplina que foquem nesse âmbito da Arquitetura.

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