O que a Arquitetura Corporativa tem a ver com Você? Ep. 05 – Juliana Fernandes

Conta um pouco pra gente sobre como começou sua carreira até que você chegou à arquitetura corporativa?

        Iniciei minha carreira na área de processos, ainda na faculdade e como estagiária. Após a minha efetivação, atuei em projetos de mapeamento e modelagem de processos com notação BPMN, análise de melhorias e transformação de processos. A aplicação da arquitetura de processos teve várias visões, inicialmente foco no mapeamento, depois em controles e por fim foco na estratégia. Tive a oportunidade de atuar em diversos projetos, trabalhos corporativos e estratégicos. E um deles foi a implantação da Arquitetura Corporativa baseada no TOGAF, onde o trabalho era suportado por uma ferramenta que não era exclusiva para gerenciamento de processos.
        Muitos desses projetos e entre outros, tinha parceria da TI e foi aí que nessa dobradinha, com colaboração e compartilhamento de conhecimento aprendi e entendi a importância da visão do todo, ou seja, a TI complementando o negócio, sendo um parceiro para identificar oportunidades estratégicas e de modelo de negócios. As respostas que muito procurei no mapeamento de processos, a visão sistêmica e o valor agregado ao resultado foram esclarecidos com a Arquitetura Corporativa. Desde então, ampliei minha visão e busquei conhecimento sobre o tema, inclusive me certifiquei em TOGAF.
        Atualmente, atuo justamente nessa visão como Arquiteto Corporativo em uma consultoria integrando soluções com agilidade e segurança, ajudamos as organizações em suas estratégias, design e operação com APIs.

Qual sua maior conquista utilizando a arquitetura corporativa?

        Mostrar para a organização que o processo não é só uma documentação, é muito além de tarefas e atividades desenhadas, de bolinhas e caixinhas. Mas que um processo para sua execução é necessário observar as competências necessárias para sua execução, desdobramento da estratégia, sistemas, funcionalidades e servidores que o suportam. Com esse mindset é possível obter uma visão completa da tecnologia e do negócio, analisando onde os processos podem ser integrados ou eliminados na organização, contribuindo para melhorar a eficiência e a confiabilidade das informações.
        Eu costumo dizer que a arquitetura corporativa não é burocracia e nem para inglês ver, mas é fator indispensável para a estratégia da empresa. Com a construção da arquitetura correta é possível aumentar a lucratividade, melhorar a execução da estratégia e até mesmo reduzir os custos de TI.

Como você acredita que será a arquitetura corporativa em 5 anos?

        A evolução dos negócios, profissionais e da tecnologia nos próximos cinco anos é claramente imprevisível, mas de muitas oportunidades para os profissionais e organizações que conseguirem navegar por esse ambiente mudanças constantes. Vejam o que Marcus Blosch do Gartner disse: “Em 2021, 40% das organizações usarão arquitetos corporativos para ajudar a idealizar novas inovações de negócios possibilitadas por tecnologias emergentes. Os líderes da EA e da inovação em tecnologia devem usar as ideias de negócios e tecnologia mais recentes para criar fluxos de receita, serviços e experiências do cliente.” Agora imagina em 2025!
        Quando se trata de executar estratégia, a arquitetura da organização pode importar muito mais do que a própria estratégia. Nesse sentido, acredito que um grande desafio será garantir que todo o time de alta administração tenha a visão holística necessária, que ela não seja apenas mais um item, mas sim o orientador de toda a estratégia da empresa, que existam processos de arquitetura corporativa de negócio que garantam a implementação de novas tecnologias de maneira ordenada e integrada, e que os aspectos culturais sejam considerados.
        À medida que os negócios e a tecnologia continuam a evoluir no ritmo, há também o movimento e tendência do pensamento enxuto, caracterizado pela busca da maximização da adaptabilidade e do valor através da eliminação de desperdícios, nas práticas arquiteturais de aplicações em negócios e de tecnologia. Assim como, não será mais necessário definir a arquitetura toda ou ter todos os parâmetros e requisitos definidos para implementação.
Uma arquitetura ágil é essencial na otimização destes processos, já que habilita uma adaptação fácil e rápida, simplificando a integração da estratégia entre os mais variados sistemas, como banco de dados, webservices e APIs.

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