Desmistificando a Arquitetura Empresarial

Nos últimos anos no Brasil a Arquitetura Empresarial tem surgido cada vez mais na agenda estratégica dos executivos. A prática da arquitetura, por assim dizer, pode chegar como demanda da alta gestão, como uma exigência de uma auditoria externa ou até mesmo da holding que fornece às diretrizes da unidade de negócio local.

Para os executivos, entender a AE pode ser uma tarefa difícil, muito se discute em torno disso: é o mesmo que Arquitetura Corporativa? Existe uma ferramenta pra isso? Por onde eu começo? Onde estão esses profissionais? Como se integra com as práticas já implantadas na organização?

Dentre todos os frameworks, práticas e métodos propostos pela EA temos um denominador comum: lidar com a complexidade do negócio e responder às mudanças de forma rápida e positiva. E porque não gerir a complexidade do próprio tema? Afinal, o que é Arquitetura Corporativa?

Segundo a FEAPO – The Federation of Enterprise Architecture Professional Organization – a Arquitetura é uma prática bem definida que orienta as organizações a executarem sua estratégia por meio de análises, planejamentos, implementações e mudanças em seus processos, em suas informações e em sua tecnologia, utilizando sempre uma abordagem holística.
Já, segundo Zachman, a AE é o conjunto total de cruzamentos entre abstrações e perspectivas relevantes para descrever uma organização.

Complexo e difícil de trazer para a realidade do negócio, certo?
Então, porque não entender a Arquitetura como “O conjunto de modelos necessário para representar uma organização.” (definição da organização Se7ti, parceira eVOLVE). Obviamente estamos falando de desenvolver modelos que representem a organização em diversas perspectivas, níveis e visões, mas precisamos entender que a Arquitetura visa fornecer a todos os envolvidos, não só aos Arquitetos, uma visão clara da complexidade e interoperabilidade de seus artefatos.
Dessa forma, o momento atual, o momento esperado para o futuro e o que fazer pra chegar lá são muito mais claros e controlados, considerando os domínios de: estratégia, processos, organização, tecnologia, infraestrutura e dados, bem como o ponto de vista de todos os stakeholders.

Trabalhar a prática de arquitetura é de fato um tema denso, precisamos nos apoiar em um framework, como por exemplo o TOGAF, que nos oriente para que possamos adaptá-lo à realidade do negócio e maximizar o ROI dessa iniciativa. Mas a organização precisa entender a Arquitetura Corporativa, sem jargões, de forma simples, para que essa prática possa se disseminar e, assim, trazer o valor necessário à organização. Precisamos entender que a AE, antes de tudo, é um momento fundamental e constante de reflexão, entendimento, planejamento e do exercício de previsão de acontecimentos/riscos futuros ao negócio. Trabalhar com AE é, fundamentalmente, entender à organização, particioná-la, representá-la da melhor maneira e assim trabalhar sua mudança de forma consistente, coerente e consentida entre todos os stakeholders.

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