Arquitetura Empresarial e Franchising

Os números do Franchising no Brasil são muito expressivos e vale a pena conhecê-los. Atualizando a informação através do portal da ABF – Associação Brasileira de Franchising – em 2016, existiam 142,6 mil unidade franqueados, com um faturamento de R$ 151,2 bilhões e uma perspectiva de crescimento para 2017 da ordem de 6%. Em 2010, o número de unidades era de 86 mil e o que nos dá um aumento médio anual de 12%, ou seja, é um modelo de negócio que está em pleno crescimento, mesmo em um cenário de crise como o que Brasil vem enfrentando.

Em 2011, tive como o desafio alavancar soluções de TI para o segmento de Franchising em uma grande empresa de software do varejo, e busquei entender melhor a estratégia de franchising na perspectiva do franqueador e do franqueado. A primeira pergunta, para qual eu não tinha a resposta clara, era a relação nesse empreendedorismo somado: queria entender como esse relacionamento se mantinha, pois a resposta única da rentabilidade não me parecia conclusiva. Nessas pesquisas, encontrei no Franchise Relationships Institute um trabalho interessante de Greg Nathan que apresentava os Estágios na Percepção da Franquia pelo franquiado ao longo do ciclo de relacionamento.

Estágios na Percepção da Franquia pelo Franquiado

A verdade é que o modelo incorpora em si um ciclo de desenvolvimento que requer monitoramento e ajustes constantes para o sucesso da estratégia, ficando claro que a rentabilidade é importante mas não é o único pilar de sustentação da estratégia. É necessário estabelecer uma arquitetura de negócio que permita com que esse relacionamento flua de maneira natural e consistente, principalmente em um cenário de transformação acelerado como o atual.

Outra pergunta que buscava entender era como se dava arquitetura e quais requerimentos se faziam necessário ao sucesso do modelo de negócio. Consultando alguns especialistas e colegas do seguimento,  busquei ajustar um modelo de maturidade que além da classificação pudesse orientar com pontos chaves e requerimentos onde nossas soluções a época pudessem agregar. Esse modelo deu muito certo e foi fonte de inúmeras discussões nas criações de soluções ao nosso portfólio. Veja o modelo abaixo.

Modelo de Maturidade – Franchising

Atualmente trabalhando com Arquitetura Empresarial, vejo esse segmento como um excelente candidato ao uso das praticas e técnicas constituídas na disciplina de Arquitetura Empresarial.

Presente em um ambiente complexo onde a transformação digital bate a porta todos os dias, esse modelo de negócio, recebe uma carga de complexidade adicional, baseada na capacidade de comunicar as estratégias empresariais de forma adequada para fora da organização geradora da estratégia.

Minha reflexão se baseia em… “Imagine que você hoje irá adquirir uma franquia, o que te garante que as informações passadas em treinamentos, apostilas e materiais de marketing são o suficiente para a reprodução genuína dos resultados da franquia modelo? Será que você sabe mesmo o que precisa fazer para atingir o sucesso esperado e proposto no momento que você deu início a essa empreitada?

E se você é um franqueador, será que todos os aspectos estratégicos, todos os processos, sistemas, infra estrutura e treinamento foram de fato repassados aos seus franqueados? Como esse material foi documentado? Se amanhã um franqueado te passar uma nova mudança de mercado captada com base em sua experiência que pode ajudar outros franqueados seu modelo é flexível o suficiente para incorporar essa mudança?”.

E por minha experiência, são justamente nesses pilares de sustentação que a Arquitetura Empresarial pode suportar esse segmento. Quer tenha-se adotado essa disciplina conscientemente, ou não, ao criar o seu modelo de negócio você esta trabalhando dentro deste conceito, afinal, afinal, minimamente foi pensado e documentado:

  • A estratégia, políticas e regulações a serem respeitadas
  • Os processos essenciais e operacionais
  • O que o franqueado e a equipe que irá atuar no negócio precisa em termos de treinamentos e competências
  • A infra estrutura operacional necessária
  • Os sistemas de TI que irão suportar as operações
  • E os fluxo de informações que serão trocados e gerenciados

Atuando formalmente sob a disciplina de Arquitetura Empresarial não só o mapeamento é realizado de forma mais consistente mas também se permite enxergar, sobre os diversos pontos de vistas e domínios, respostas as questões:

  • Como um funcionário mal treinado impacta o negócio?
  • Como reagir mais rapidamente ao alto turn over
  • O que fazer em caso de indisponibilidade do sistema?
  • Como reagir à uma mudança de regulação ou nova normativa no segmento?

Assim, será muito mais fácil garantir um ciclo produtivo dentro do relacionamento entre franqueador e franqueado, no qual, o franqueador garante que repassa ao franqueado todas as informações relevantes ao sucesso do negócio e em contra partida absorve novas mudanças de mercado ou necessidades propostas pelo franqueado de forma muito mais rápida e dinâmica.

Quer conhecer melhor a disciplina de Arquitetura Empresarial? Entre em contato conosco e conheça nossos produtos e serviços.

Abraços a todos

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